Taxa fica inalterada até a próxima reunião, em março
Redação
Confirmando as expectativas do mercado, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, por unanimidade e pela quarta vez seguida, manter a taxa básica de juros em 8,75% ao ano, sem viés. A Selic está neste patamar desde julho do ano passado. Em comunicado, o BC afirma que o Copom avaliou a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, e que "irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária."
A próxima reunião está marcada para os dias 16 e 17 de março.
Repercussão
•• Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças - Na avaliação do IBEF-SP, o Copom deverá indicar, já na divulgação da ata, na próxima semana, preocupações nítidas com a tendência de alta da inflação. "Essa projeção está baseada no contínuo aquecimento da demanda e vai ao encontro, também, dos mais recentes resultados do Boletim Focus, que já apontam a inflação levemente acima da meta. Além disso, temos verificado o crescimento de importações, principalmente de matérias-primas e de bens de consumo, fato que também ajuda a pressionar os índices de inflação. Paralelamente, o setor industrial não mostra o mesmo ritmo de aquecimento que a demanda, ou seja, tem reagido mais lentamente, também em função de dificuldades de crédito, às necessidades de se equipar para atender ao aumento do consumo. Tudo isso leva a crer que o BC terá de agir mais rápido do que o próprio colegiado gostaria, iniciando, já em março, o novo ciclo de alta dos juros", diz o presidente do COnselho de Admninistração da entidade, Walter MAchado de Barros.
•• Federação do Comércio de São Paulo - A Fecomercio avalia que a decisão do BC é conservadora, "uma vez que a economia mostra sinais claros de recuperação, mas ao mesmo tempo não há nenhum indício de excesso de demanda ou estrangulamento na capacidade de oferta. Diante deste cenário, a Fecomercio não vê a necessidade de se aumentar a taxa Selic ao longo de 2010."
"Ao contrário, acreditamos que o país precisa manter o compromisso com o desenvolvimento, emprego e geração de renda, com a redução dos gastos públicos e com taxas mais ousadas dos juros, tanto para a Selic quanto para o consumidor final", afirma Abram Szajman, presidente da Fecomercio.
|